segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Velha Infância

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“Sou uma mulher madura
que às vezes anda de balanço
sou uma criança insegura
que às vezes usa salto alto
sou uma mulher que balança
sou uma criança que atura”

(Martha Medeiros)

 

Gente, hoje acordei com Casimiro de Abreu n cabeça. Casimiro, o escritor, só pra esclarecer…rsrs. Acordei com vontade de recitar “ Oh! que saudades que tenho
da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores…”. Depois me dei conta de que amanhã ficarei mais velha…afff. Tão perto dos trinta, mas com a sensação de que ainda estou chegando nos vinte. Tem que pensar ou sentir alguma coisa pra não surtar, né? Quando somos crianças sonhamos tanto e acredito que essa capacidade de sonhar, acreditar com inocência é que faz os corações tão puros e felizes. À medida que crescemos vemos alguns sonhos desmoronarem, levamos pancadas, nos decepcionamos e percebemos que sonhar é fácil, mas realizar o sonho é outra história. Tenho lutado para sonhar, para viver de sonho, como sugere Adélia Prado, e assim ter força para lutar e realizar. Não tem sido uma tarefa fácil, confesso. Queria só por um instante enxergar como enxergava quando eu tinha 5 anos atrás, ver o mundo colorido e não cinzento como hoje, ver o lado bom das pessoas e não desconfiar que por trás dos sorrisos e palavras belas pode se esconder um inimigo em potencial.  Constantemente inverto os papéis, exatamente como Martha Medeiros diz: ora quero correr das obrigações e procurar um balanço ou uma casa de boneca pra brincar, ora embora me sinta tão imatura teimo em usar salto alto. E pra terminar o post, um trecho de Via Láctea (Legião Urbana) que me descreve tão perfeitamente neste dia:

Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?
Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim

Já que não somos crianças na idade, desejo a todos vocês a capacidade de sonhar sempre…

Beijos e fiquem com Deus!

2 comentários:

Mari disse...

Tenho propriedade pra falar... esse paradoxo de querer continuar vivendo e nunca ficar velha é complicado d+ pra nossa cabecinha de meninas-mulheres. Os 30 tb me assustam; as rugas, o provável sobrepeso, a barriga que ñ vai ser mais a mesma, enfim, os anos a mais que na verdade são anos a menos... Quem nos entenderá? Resta-nos aprender a lidar com a velhice...rsrs.. e seus dissabores. Mas pensando bem, amiga, viver até os 70 com rugas, hipertensão e diabetes é melhor, muito melhor, do que deixar esse mundo lindo aos 20... já que paralisar neles é impossível! rsrs...

Dany Tonolli disse...

MUITAS SAUDADES DAQUI.....
BJUSSSSS QUERIDA!!!